18 de outubro de 2015
14 de outubro de 2015
6 de outubro de 2015
7 de setembro de 2015
Positivismo (resumo II)
A autoria do termo positivismo é
geralmente atribuída ao filósofo Augusto Comte (1798-1857) e é comumente
entendida como a linha de pensamento que entende que o conhecimento científico
sistemático é baseado em observações empíricas, na observação de fenômenos
concretos, passíveis de serem apreendidos pelos sentidos do homem. Não apenas
isso, o positivismo é a ideia da construção do conhecimento pela apreensão
empírica do mundo, buscando descobrir as leis gerais que regem os fenômenos
observáveis. Dessa forma trabalham as ciências naturais, como a biologia ou a
química, que se debruçam sobre seus objetos de estudo em busca de estruturação
das “regras” que constituem as formas de interação entre organismos e seus
compostos no mundo biológico observável ou das interações entre diferentes
reagentes químicos.
Para Comte, a busca pelo
conhecimento positivo constituiria a principal forma de construção de
conhecimento do homem. Diante disso, os estudos das áreas das ciências humanas
deveriam tomar esse mesmo rumo, de forma a produzir um real conhecimento com o
objetivo último de compreender as leis que constituem e regem as interações
entre indivíduos e fenômenos no mundo social, independente do tempo ou do
espaço no qual se encontram.
O pensamento de Augusto Comte se
construía em paralelo aos acontecimentos históricos de sua época. A revolução
francesa e a crescente industrialização da sociedade trouxe à tona novos
problemas e novas formas observáveis de processos de mudanças profundas na vida
da sociedade tradicional da época. Comte buscava a criação de uma ciência
da sociedade capaz de explicar e compreender todos esses fenômenos da
mesma forma que as ciências naturais buscavam interpelar seus objetos de
estudo. Ele acreditava ser possível entender as leis que regem nosso mundo
social, ajudando-nos a compreender os processos sociais e dando-nos controle
direto sobre os rumos que nossas sociedades tomariam, acreditando ser possível
dessa forma prever e tratar os males sociais que nos afligiriam tal como
trataríamos um corpo enfermo.
A construção do conhecimento
positivo só seria possível, então, por meio da observação dos fenômenos em seu
contexto físico, palpável, ao alcance dos nossos sentidos e submetidos à
experiência. Este seria o papel da ciência, a compreensão dos fenômenos
passíveis de observação sensorial direta, com o intuito de entender, por meio
da experiência, as relações entre esses fenômenos, de forma a abstrair as leis
que regem as interações para que, assim, seja possível predizer como os
acontecimentos envolvidos em determinado fenômeno se darão. A ciência e o
método científico são a síntese das ideias positivistas.
Endereço original: http://www.brasilescola.com/sociologia/positivismo.htm
Positivismo (resumo I)
Definição: O positivismo é uma
corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX. Os principais
idealizadores do positivismo foram os pensadores Augusto Comte e John Stuart
Mill. Esta escola filosófica ganhou força na Europa na segunda metade do século
XIX e começo do XX, período em que chegou ao Brasil.
Princípios positivistas: O
positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de
conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar
que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos
válidos.
Os positivistas não consideram os
conhecimentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa
ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende
exclusivamente dos avanços científicos.
Influências: O positivismo teve
muita influência na literatura. No Brasil, por exemplo, influenciou escritores
naturalistas como Aluísio de Azevedo e Raul Pompéia.
Curiosidade: A frase “Ordem e
Progresso” que encontramos na bandeira brasileira é de inspiração positivista.
Endereço original: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/positivismo.htm
Émile Durkheim (principais conceitos)
Um dos criadores da sociologia, Émile Durkheim combinou a
pesquisa empírica com a teoria sociológica. Sua contribuição tornou-se ponto de
partida do estudo de fenômenos sociológicos como a natureza das relações de
trabalho, os aspectos sociais do suicídio e as religiões primitivas.
Émile Durkheim nasceu em Épinal, Vosges, em 15 de abril
de 1858. Freqüentou a École Normale Supérieure em Paris e interessou-se por
filosofia. Em 1887 assumiu em Bordéus a primeira cadeira de sociologia
instituída na França. Em 1896, fundou o periódico L’Année Sociologique e, em
1902, passou a lecionar sociologia e educação na Sorbonne.
Quatro obras capitais:
A abordagem com que Durkheim
debruçou-se sobre a sociologia se anuncia nas obras De la division du
travail social (1893; Da divisão do trabalho social) e Les Règles de
la méthode sociologique (1895; As regras do método sociológico). Na
primeira, analisa o problema da ordem num sistema social de individualismo
econômico. Na segunda, define fato social e esquematiza a trama metodológica
com que estudou os fenômenos sociais.
O fato social é experimentado pelo indivíduo como uma
realidade independente que ele não criou e não pode rejeitar, como as regras
morais, leis, costumes, rituais e práticas burocráticas oficiais, entre outras.
Partindo da exterioridade dos fatos sociais, Durkheim abordou a sociedade como
um fato sui generis e irredutível a outros, compreendendo-a como um conjunto de
ideais constantemente alimentados pelos indivíduos que fazem parte dela. Dessa
forma, conceituou a consciência coletiva como o “sistema das representações
coletivas de uma dada sociedade”. A linguagem, por exemplo, é uma representação
coletiva, assim como os sistemas jurídicos e as obras de arte.
Na análise dos sistemas sociais, Durkheim introduziu os
conceitos de solidariedade mecânica e orgânica, que o levaram à distinção dos
principais tipos de grupos sociais. A solidariedade mecânica ocorre nas
sociedades primitivas, nas quais os indivíduos diferem pouco entre si e
partilham dos mesmos valores e sentimentos. A orgânica, presente nas sociedades
mais complexas, se define pela divisão do trabalho.
O estudo das sociedades mais complexas levou Durkheim às
idéias de normalidade e patologia sociais, a partir das quais introduziu o
conceito de anomia, ou seja, ausência ou desintegração das normas sociais. Como
as sociedades mais complexas se baseiam na diferenciação, é preciso que as
tarefas individuais correspondam aos desejos e aptidões de cada um. Isso nem
sempre acontece e a sociedade se vê ameaçada pela desintegração, pois os
valores ficam enfraquecidos. A solução proposta por Durkheim são as formas
cooperativistas de produção econômica.
Em Le Suicide (1897; O suicídio), tentou mostrar
que as causas do auto-extermínio têm fundamento social e não individual.
Descreveu três tipos de suicídio: o egoísta, em que o indivíduo se afasta dos
seres humanos; o anômico, originário, por parte do suicida, da crença de que
todo um mundo social, com seus valores, normas e regras, desmorona-se em torno
de si; e o altruísta, por lealdade a uma causa.
Na última de suas quatro obras capitais, Les Formes
élémentaires de la vie religieuse (1915; As formas elementares da vida
religiosa), buscou mostrar as origens sociais e cerimoniais, bem como as bases
da religião, sobretudo do totemismo na Austrália. Afirmou que não existem
religiões falsas, que todas são essencialmente sociais. Émile Durkheim morreu
em Paris em 15 de novembro de 1917.
Endereço original: http://www.coladaweb.com/biografias/emile-durkheim
30 de agosto de 2015
27 de agosto de 2015
26 de agosto de 2015
Conhecimento Científico
O conhecimento científico é real (factual) porque
lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda "forma de existência que
se manifesta de algum modo" (Trujillo, 1974:14).
Constitui um conhecimento contingente, pois suas preposições
ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da
experimentação e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento
filosófico.
É sistemático, já que se trata de um saber ordenado
logicamente, formando um sistema de ideias (teoria) e não conhecimentos
dispersos e desconexos.
Possui a característica da verificabilidade, a tal
ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem
ao âmbito da ciência.
Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não
ser definitivo, absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamente
exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o
acervo de teoria existente.
(Lakatos, Eva M. e Marconi, Marina A., "Metodologia
Científica", Editora Atlas S.A., São Paulo SP. 1991, p.17)
"A investigação científica se inicia quando se descobre
que os conhecimentos existentes, originários quer das crenças do senso comum,
das religiões ou da mitologia, quer das teorias filosóficas ou científicas, são
insuficientes e imponentes para explicar os problemas e as dúvidas que surgem". (p.
30)
"Nesse sentido, iniciar uma investigação
científica é reconhecer a crise de um conhecimento já existente e tentar
modificá-lo, ampliá-lo ou substituí-lo, criando um novo que responda à pergunta
existente". (p. 30)
"O conhecimento científico, na sua pretensão de
construir uma resposta segura para responder às dúvidas existentes, propõe-se
atingir dois ideais: o ideal da racionalidade e o ideal da objetividade". (p.
30)
"O ideal da racionalidade está em atingir uma
sistematização coerente do conhecimento presente em todas as suas leis e
teorias. (...) A ciência, no momento em que sistematiza as diferentes
teorias, procura uni-las estabelecendo relações entre um e outro enunciado,
entre uma e outra lei, entre uma e outra teoria, entre um e outro campo da
ciência, de forma tal que se possa, através dessa visão global, perceber as
possíveis inconsistências e corrigi-las". (p. 31)
"Essa verificação da coerência lógica entre os
enunciados, ou entre teorias e leis, é um dos mecanismos que fornece um dos
padrões de aceitação ou rejeição de uma teoria pela comunidade científica: os
padrões da verdade sintática. Os enunciados científicos devem ser isentos
de ambiguidade e de contradição lógica. É uma das condições necessárias, embora
não suficiente". (p. 31)
“O ideal da objetividade, por sua vez, pretende que as
teorias científicas, como modelos teóricos representativos da realidade, sejam
construções conceituais que representam com fidelidade o mundo real, que
contenham imagens dessa realidade que sejam "verdadeiras", evidentes,
impessoais, passíveis de serem submetidas a testes experimentais e aceitas pela
comunidade científica como provadas em sua veracidade. Esse é o mecanismo
utilizado para avaliar a verdade semântica”. (p. 32)
“A ciência exige o confronto da teoria com os dados
empíricos, exige a verdade semântica, como um dos mecanismos utilizados para
justificar a aceitabilidade de uma teoria. Esse fator, por si só, porém, não
garante a objetividade do conhecimento científico. Apesar de a ciência
trabalhar com dados, provas factuais, ela não fica isenta de erros na
interpretação dessas provas. Por mais que se esforce, o cientista, o investigador,
estará sendo sempre influenciado por uma ideologia, por uma visão de mundo,
pela sua formação, pelos elementos culturais e pela época em que vive”. (p.
32)
“Ao contrário do senso comum, portanto, o conhecimento
científico não aceita a opinião ou o sentimento de convicção como fundamento
para justificar a aceitação de uma afirmação. Requer a possibilidade de testes
experimentais e da avaliação de seus resultados poder ser feita de forma
intersubjetiva”. (p. 32)
“Ao contrário do que costuma acontecer no senso comum, a
linguagem do conhecimento científico utiliza enunciados e conceitos com
significados bem específicos e determinados. A significação dos conceitos é
definida à luz das teorias que servem de marcos teóricos da investigação,
proporcionando-lhes, desta forma, um sentido unívoco, consensual e
universal. A definição dos conceitos, elaborada à luz das teorias,
transforma-os em construtos, isto é, em conceitos que têm uma significação
unívoca convencionalmente construída e dessa forma universalmente aceita pela
comunidade científica”. (p. 33)
“Os conhecimentos de hoje se sustentam, em grande parte, no
aperfeiçoamento, na correção, expansão ou substituição dos conhecimentos do
passado”. (p. 36)
"O que distingue o conhecimento científico dos outros,
principalmente do senso comum, não é o assunto, o tema ou o problema. O
que distingue é a forma especial que adota para investigar os problemas. Ambos
podem ter o mesmo objeto de conhecimento. A atitude, a postura científica
consiste em não dogmatizar os resultados das pesquisas, mas tratá-los como
eternas hipóteses que necessitam de constante investigação e revisão crítica
intersubjetiva é que torna um conhecimento objetivo e científico. Ter
espírito científico é estar exercendo esta constante crítica e criatividade em
busca permanente da verdade, propondo novas e audaciosas hipóteses e
teorias e expondo-as à critica intersubjetiva. O oposto ao espírito científico
é o dogmático, que impede a crítica por se julgar autossuficiente e
clarividente na sua compreensão da realidade. O conhecimento científico é,
pois, o que é construído através de procedimentos que denotem atitude
científica e que, por proporcionar condições de experimentação de suas
hipóteses de forma sistemática, controlada e objetiva e ser exposto à crítica
intersubjetiva, oferece maior segurança e confiabilidade nos seus resultados e
maior consciência dos limites de validade de suas teorias". (p. 37)
Exemplo de conhecimento científico: "Os planetas giram
em torno do Sol em órbitas elípticas, com o Sol ocupando um de seus
focos."
"A verdade é o objetivo da ciência, ainda que não
possamos saber que a atingimos se, por acaso, isso ocorrer."
(Popkin, Richard, "Ceticismo", Editora da Universidade Federal Fluminense,
Niterói RJ. 1996, p.55)
"Embora isso possa parecer um paradoxo, toda a ciência
exata é dominada pela ideia da aproximação."
Bertrand Russel
"A ciência tem provas sem certeza. Os teólogos têm
certeza sem qualquer prova."
Ashley Montagu
"A ciência está aberta à crítica, que é o oposto da
religião. A ciência implora para que você prove que ela está errada - que é
todo o conceito - onde a religião o condena se você tentar provar que ela está
errada. Ela te diz aceite com fé e cale a boca."
Jason Stock
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